Sentimento Sem Semelhante

Nathalia Alvares, PARABÉNS!

Quem diria que já faz um ano e mais que te conheço, guria? Quanta correria, por que passou tão célere o tempo gorila??? Onde estás?! Depressa, acelere em responder! Não espere, pois; pois cada palavra que eu expresso é visando te aprazer. Par’aonde foi, que eu não sei como deparar? O portfólio seu, qu’estou a reparar… veio a mitigar a saudade que me abona só. Mas não completamente, posto que a tristeza jamais me abandonou – nunca perime.

Como seu, sou… amigo sincero. Observo que soa estranho dizer isso! Haja vista sentir-me tanto íntimo. Que intimo você a comparecer! Não tem desculpa, inda agora te quero ver. Não dissimula!!! Contrafazer-se do que sente, adianta? Adiante-se, doravante! Ou adora a dor da saudade, da lembrança?!

Namorado seu, nem sou. Mas tenho esperança. De com o que escrevo aqui, em vista do seu aniversário natalício, trazer-lhe algum sorriso ou alívio. Ciente estou que as palavras espalham pathos e, talvez, o ciúme. Tanto na minha namorada, quanto no seu namorado – também, quiçá. Quem sabe, esteja mal me exprimindo. Imprimindo errado, tornando constituinte e cunhada minha claudicação. Deixando outras pessoas à flor da pele, chibantes ou ciadas pelo punhado aconchegante (pra ti) dessas frases – chiantes, vicejantes, viciantes! Tudo ao mesmo tempo. Apenas por aspirar, como único intento, erigir o preito e o respeito que tenho à vossa nata! Que não é de nada, perto do que mereces.

Realmente, com a vênia devida. Rememoro, hoje, não somente o seu nascimento. Tenho comigo aqueles versos escritos, com carinho, no momento em que abriu o peito para este nobre parceiro. Dissera-me estar com um sentimento indescritível. Algo não bom, na época. Um, segundo suas palavras, “sentimento sem nome”. Achei marcante a citação, naquele contexto. Anotei, mentalmente. Naquela ocasião, que guardo até hoje.

Já, já, revelarei o restante que anotei. Faço juntamente com os meus votos de saúde, sucesso e felicidades. Foram duas versões quase idênticas; com pouca diferença, o mesmo poema. De uma para a outra, mudei apenas as duas últimas estrofes. Espero que você goste! Eu as ostento no alto, em meio à oste. Oxe! Para que você veja… E isto a pergunta enseja:

                                                                 par’aonde tu fostes?

 

Sentimento Sem Semelhante
Thúlio Jardim, em 25/01/2010.

Eu sou um sentimento ambulante
Mas não compartilho nada com alguém
Não há sequer um só semelhante
E nenhum é capaz de entender
o talhe e os detalhes que ele tem.
Nem o bem… ou o mal… que ele me faz.

Sereno, altivo, encantador, como a paz,
Um anjo de saias chegou
para mim, tempo atrás,
Sem saber ao menos por que ele vinha
E se um nome por acaso ele tinha
E o bom… do seu mel… para ser meu!

Céus! Não sei para quê apareceu
Se não ficaria para o festim…
Fez de mim o que quis quando eu
Lhe prometi o amor sem fim.
Quase morri… seguramente,
Chorei um alude, sinceramente,
Resisti o que pude, porém fora ilusão.

Aquele coração era meliante
Mais ainda atraente, como ninguém,
Abriu um vão no meu peito, em instantes,
Deixando-me num deprimido semblante
Quando partiu para bem longe…
E aluiu o aludel da confiança
Que demorei tanto para conquistar.

Fez vir ao mundo em mim um pranto
Que não dava para secar
Menor o mar! Menos profundo!
Que a tristeza que brotava
Naquele lugar…
Comprimindo minhas artérias
Acaçapando-me numa total inércia
Em meio ao campo da solidão.

Eu sou este sentimento não
De derrota que, na garganta nossa, entala
Da raiva que, de supetão, se instala.
Ferozmente, furor de amor eu sou!
Algo tão etéreo, cabal e abrangente
Que não se entalha nos lacínios da flor
Nem com cinzel se lavra na mente.
Doente, eu sou, de amor!

 

Sentimento Sem Semelhante (2ª versão)
Thúlio Jardim, 29/01/2010.

Eu sou um sentimento ambulante
Mas não compartilho nada com alguém
Não há sequer um só semelhante
E nenhum é capaz de entender
o talhe e os detalhes que ele tem.
Nem o bem… ou o mal… que ele me faz.

Sereno, altivo, encantador, como a paz,
Um anjo de saias chegou
para mim, tempo atrás,
Sem saber ao menos por que ele vinha
E se um nome por acaso ele tinha
E o bom… do seu mel… para ser meu!

Céus! Não sei para quê apareceu
Se não ficaria para o festim…
Fez de mim o que quis quando eu
Lhe prometi o amor sem fim.
Quase morri… seguramente,
Chorei um alude, sinceramente,
Resisti o que pude, porém fora ilusão.

Aquele coração era meliante
Mais ainda atraente, como ninguém,
Abriu um vão no meu peito, em instantes,
Deixando-me num deprimido semblante
Quando partiu para bem longe…
E aluiu o aludel da confiança
Que demorei tanto para conquistar.

Fez vir ao mundo em mim um pranto
Que, terrível, não dava para secar…
Menor o mar! Menos profundo!
Que a tristeza que brotava
– imarcescível – naquele lugar…
Comprimindo minhas artérias
Acaçapando-me numa total inércia
Em meio ao campo do tojal da solidão.

Eu sou este sentimento não… que não agrada,
De derrota que, na garganta nossa, entala
Da raiva grada que, de supetão, se instala.
Ferozmente, furor de amor eu sou!
Algo tão etéreo, cabal e abrangente
Que não se entalha nos lacínios da flor
Nem com cinzel se lavra na mente.
Doente, eu sou, de amor!


PS – Nathalia se encontra em outro país e faz aniversário hoje. Por coincidência, este blog também fez o seu neste mês! De um aninho… 😉

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