Dias dos Pais em Vídeo e Verso, Prosa e Email

 

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai." (Sigmund Freud)

 

Esta poderia ser uma história real. Mas é um post de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

Era uma vez… o meu pai.

Calma aí, que ele não morreu! Essa é apenas a abertura pra essa prosa. Depois eu chego ao verso, que diz algo dele e sentimentos meus, imaginando estes como se estivessem sendo recebidos por escrito, por ele, em sua caixa de e-mail – a qual meu pai não tem!

Digamos que nesta semana, na véspera do Dia dos Pais, ele tivesse feito, resolvido obter, e checado o seu email imaginário. Em todos estes anos, sem nunca ter lido sequer uma carta dos Correios em tom especial, estava ele, agora contente, abrindo o seu notebook – este sim… menos real ainda! ;-p Quem o conhece, sabe o quanto ele fica exultante de felicidade, quando encontra o que quer ler, inda mais sendo escrito por seu “filho preferido”. Novamente, devo alvitrar que as palavras deste artigo não devem ser levadas ao pé da letra, daí as aspas.

Espargindo suas lágrimas, foi ele rolando o documento, enquanto o teclado molhado ficava. E o meu pai fincava o pensamento em mim, apesar da imensurável distância. Às vezes até fazia um sinal de negação, tanto pela estrada de terra que nos separava, como se, também, a retorquir alguns dos palavreados meus. Na verdade, parecia ser mais esse segundo caso. Ele discordava deu dizer que era um filho ausente e que, por muitas vezes, não retribuía o carinho que me doava tão seriamente, e serenamente. Afirmava, ainda, que eu nunca me demonstrei uma pessoa alheia, nem menos tinha alguma inópia na forma minha de externar a afeição. Esburgava assim, da minha pele e alma, qualquer mancha ou marca fantasiosa que viesse a me preocupar.

Quando ele respondeu o correio eletrônico, deu pra sentir no meu ombro um velicar – sinal do quanto ele achava uma inépcia eu falar sobre minha “impossível” inércia. Coisa que ele frisava depois, em uma réplica, por eu insistir em denegrecer minhas atitudes, digo, falta de atitudes! “Você é um filho excepcional. Sim, que fala pouco, mas isso nunca denotou como algo ruim”, me confortando. “Mas… Mas… Mas nada! Já te disse o quanto gosto de ti, filho amado!”. Sentia daí um forte beliscão, de novo. Eu, de imediato, lembrei do Lula com a “sua” lei contra as palmadas. Afinal, dependendo da forma, isso dói mais que a palmada e seria, portanto, errado. De todo jeito, por atavismo, eu faria o mesmo com o meu filho, se eu tivesse algum. E, quer saber? Palmada na lei!

Mandamento pra ser seguido, mesmo, é o de HONRAR PAI E MÃE. Essa ordem realmente não está condicionada a nada, é uma ordem de Deus, do quarto mandamento. E ponto. Quem cumpre é mais feliz independentemente de ser  correspondido em igual proporção ou não, é mandamento acompanhado de promessa, vida longa e prosperidade e também de realização interior (eu amei a pessoa mais importante da minha vida) e é claro não estou esquecendo da Mãe,  mas nesse caso falo daquela voz grave, da mão mais pesada, dos abraços que até machucavam um pouco, dos passos mais largos, da ponta da mesa, dos ensinamentos  “de homem pra homem”, e da frase celebre “VEM CÁ…”, antes de alguma bronca. Isso marcou ou não!? Pois claro. Mostrando-nos maturidade, ensinando limites e nos fazendo respeitar os direitos dos demais.

A maturidade que nos permite “olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade e querer com mais doçura”, já dia Lya Luft. E doçura meu pai tinha de sobra, toda vez que colocava aquela frase na minha frente, de que eu morava juntinho do seu coração. [Hehehe…] Poucos têm tal sorte, são muitos de nós que não trazem boas memórias dos pais. Alguns pais são sinônimo de violência, abuso e rispidez. Outros se apresentam mais como desconhecidos, ou quase isso, do que como pais válidos. Eu não sei você com o seu, se é tão formal, mas não tem preço o modo como o meu me olha sem frescura e me socorre sempre quando tô triste. Como é que pode em alguém existir inconcebível força e contemplar tão penetrante? Ah! Como persiste a lembrança do olhar e daquele silêncio trazendo alívio! Sem precisar de mais nada, dava-me um sorriso e me acalmava.

Claro que nem tudo isso é ficção, mas o contexto virtual da estória é – o email não passa de um exercício da imaginação. Como eu disse, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Quanto ao anexo da mensagem que enviei “por email” ao meu pai, a tal poesia, mostro-lhes abaixo, sem a conversa. Posteriormente, derivando dessa poesia, fiz um vídeo, intitulado “Pai, Pura Paixão!”. Aproveitem para dar uma olhada e comentar, acho que vocês irão gostar. Por fim, é isso! Encerro minhas palavras, por este instante.

 

 

 

 

Thúlio Jardim. Recife, 08 de agosto de 2010.

 

 

—-

ANEXO

Pai, Minha Paixão!

Poderia até falar mais, falar bonito
Mas, cara, sei que posso falar livremente contigo
Aquilo que preciso te dizer
Não preciso dizer bonito
Cara, realmente posso falar livremente contigo

Pai, você é a minha paixão!
Nos seus ombros é onde sempre me apoio
Você sempre me levanta do chão
Nunca tira de cima de mim os teus olhos
Sempre está prestando muita atenção

Preocupação vai embora sempre que você vem
Vejo que posso confiar em você
E você confia em mim mais do que ninguém
Pode e pede sempre para que eu não descole
Perto posso ver que também quero ficar de você

Pai, te amo pra carái! Preciso te dizer…
Que não preciso dizer nada quanto estou perto de você
Lanço um sorriso grande e manso você sempre é
Nunca pensou em levantar a voz comigo
Mas sempre me levanta do chão quando eu preciso

Por isso tudo, que te quero
Sempre perto, sempre junto
Mudo posso até ficar…
Mas não mudo o meu jeito de ser
Pois meu silêncio já diz muito
Quando estou com você

Peço que nunca chegue a hora
De você ir embora
Pouco sempre é o tempo
Quando estou do seu lado
Ausculte este meu coração, então…
Vai ver que por você sou apaixonado

Ingrato é o mundo
Quando me afasta de você
Tudo parece escuro
Quero sempre te ver
Brigo com o mundo se for preciso
Pra ficar junto de você

Até parece que não quero parar de falar
Prezo o silêncio, digo, às vezes, que tanto
Mas sempre me pego não querendo parar de falar que eu te amo
Mas, também, posso dizer que calar com você… calar já diz tanto
Por isso, nem preciso dizer… o quanto eu te amo

Oh, pai
Você é o meu escudo
Olha praí, que lindo!
Com você me protejo do mundo.

 

—-

VÍDEO:

 

 

 


Link de referência:

Blog da Equipe Vocacional Canção Nova | Feliz Dia dos Pais!!!

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Dia do Orgasmo: que “difícil missão”…

 
Artigo publicado em 31 de julho, no blog Kara Ystúpido.
Hoje se comemora (não por todos) o Dia do Orgasmo, rsrs… A data do prazer sexual, em que se discute, principalmente, a dificuldade das mulheres em se sentirem satisfeitas. Data que veio da Inglaterra, concebida há oito anos por redes de sex-shops, com a finalidade de esquentar, também, as vendas nesse tipo de estabelecimento. Estas redes realizaram pesquisas que revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações. Alguns homens, nessa hora, diriam: “Ah, e daí? Eu tenho o meu…”. Aí que está toda a fonte do problema, pois versam muitos teóricos [ e praticantes! :p ], como eu, que as mulheres não “chegam lá”, devido a falta de conversa, e de uma boa preliminar.

Você pode achar estranha a proposição, afinal, estamos falando de sexo e orgasmo (este que, geralmente, ocorre ao final), mas sempre acreditei no poder das palavras, e da rotura inicial! O fato é que muitos homens ainda não têm abertura para expor suas fantasias para as próprias mulheres, e muitas mulheres de dizer o que gostam, o que esperam na cama. Pairando o medo. Quando o importante é que a mulher busque se conhecer. “Assim, ela pode comunicar para o parceiro sobre suas preferências. Mas a indicação é que ela respeite seu próprio ritmo. Não dá para exigir algo que não condiz com a fase de sua vida”, afirma a psiquiatra Carmita Abdo, uma das fundadoras do Projeto Sexualidade, no Brasil.
 
Me impressiona, ademais, saber que muitas mulheres não gozam e outras fingem. Por que fingir? Diga claramente que não gozou porque foi muito rápido ou muito devagar ou muito forte ou, ou, ou. Mas diga.

Seu parceiro precisa saber o que você quer e espera. Revele seus desejos, fantasias e sonhos sem medo de pensar no que ele vai achar de você. Não, ele não vai te achar puta. Não, você não precisa ter medo que ela te ache um depravado.
 


Links Recomendados:

Terra > Mulher > Sexo e Namoro – Especial orgasmo: conquiste o seu! » http://bit.ly/a1yVpQ (Parte I) e http://bit.ly/dqCvZn (Parte II).

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Reset

 

 

Sabe, o mês está quase terminando. Toda vez que isso acontece, é como se eu apertasse “reset”, começando uma nova partida. Isto é bom, muito bom: dá-me ânimo! Uma sensação de que não preciso esperar um ano, até dezembro, para fazer minhas promessas.

Estive, há muito tempo, assim, esperando… Sentia-me sozinho, acomodado, sem planos. Como se, na frente, houvesse uma folha em branco; e não me vinham palavras pra expressar a alegria, que, de côngruo, era desconhecida. Posto que a tristeza, essa sim, era presente, merecida; Devido a minha anestesia, que não me impedia de chorar, representando apenas a inércia que tinha em meu olhar. Como explicar essa inércia, nada quieta? Que agia por demais, levando-me a lacrimejar? Ela era parte do sistema lacrimal daquela época.

Mas tudo que acende, apaga. Tudo que nasce, morre e abisma. Nada é inacabável. E o que esteve longe, está mais perto hoje. Veio trazer razão, emoção, para eu ser diferente, ledo. Desabituou-me da falta de movimento, de quando lerdo. E fez eu segurar suas mãos, e desabotoar o indumento dela, de uma vez. De amor completar o meu mundo; das feridas, esquecer-me. E alvejar o papel com versos brancos… Que ninguém nunca manifestou, igualmente.

 

 

 

Low. Recife, 31 de julho de 2010.

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Algemado

 

Por acaso hoje, quando estava prestes a fazer login no Orkut, notei uma imagem referente ao Festival de Vijandi – uma pequena cidade da Estônia. De início, pensei que fosse outra coisa e, devido a minha grande curiosidade, quer dizer, devido a minha SEDE DE CONHECIMENTO, eu fui fuçar pelo Google para ver do que se tratava… Descobri, no entanto, que bastava um simples clique naquela imagem, da home daquela rede social que é a mais popular entre os brasileiros, para sermos direcionados ao assunto da festa. Isto foi só depois de constatar, mesmo, que hoje é o Dia do Cantor Lírico. Seria uma coincidência? Acho que não…

No fim, o que me atraiu realmente a fazer esta postagem de agora, foi esta segunda, ou melhor, primeira constatação. De que hoje se comemora o Dia do Cantor Lírico. Diz-se que este tipo de canto se refere mais a música erudita. Mas tenho lá minhas dúvidas. Pois, de acordo com a etimologia, o étimo da palavra lírica está relacionado com lyra, instrumento musical de corda, que os gregos usavam para acompanhar os versos poéticos. O que está um pouco distante – não é verdade? – daquele capricho que vemos dos sopranos, tenores e afins, que quase sempre é acompanhado pelo som requintado de um piano.

A partir do século IV a.C., o termo lírica passou a substituir a antiga palavra mélica (de melos, “canto”, “melodia”) para indicar poemas pequenos por meio dos quais os poetas exprimiam seus sentimentos. Sabia-se que antigamente Aristóteles – filósofo grego nascido na cidade de Estágira, em 384 a.C. – distinguia a poesia mélica ou lírica, que era a palavra “cantada”, da poesia épica ou narrativa, que era a palavra “recitada”, enquanto que a poesia dramática era, para ele, a palavra “representada”.

O termo “melos” lembrou-me, particularmente, dois estilos de música que eu curto bastante: o Power Metal Melódico e o Hardcore Melódico. Não esquecendo, ainda, que este primeiro tem seu estilo influenciado pela música clássica, assunto já rapidamente tratado neste artigo. Contudo, não vamos ficar enrolando. O que vou expor aqui não é a importância deste dia, nem o que é o quê simplesmente – o meu blog não tem o esclarecimento como seu único objetivo. O que eu quero é poder demonstrar, também, os meus dotes musicais. Minha criatividade. Não, eu não canto! Nem no chuveiro ¬¬. Entretanto, eu componho! Quase o dia inteiro… São tantas criações, inícios de criações, que muitas vezes me escapam da memória, e composições outras tantas que eu até perco por completo.

Tenho esta abaixo, intitulada “Algemado”, a qual criei em 11 de agosto de 2007. Fiz duas versões dela, inicialmente. As duas nessa mesma data. Porém, como sempre falta alguns retoques, uma coisa aqui, outra coisa ali… acabei criando 5 versões aproximadamente. Vou expor apenas as duas primeiras. Quem sabe numa próxima chance eu mostre as demais, não é? Se vocês quiserem, claro. Não gosto de músico chato! Digo, com-po-si-tor chato… E o texto já tá longo! Vamos terminar, então. Até mais!

 

 

 

ALGEMADO
Thúlio Jardim, 11/08/2010.

Há quanto tempo eu não vejo o teu olhar?
Por um momento parei para pensar
O par perfeito que seria eu-e-você
Mas você nem me percebe, ou só finge que não vê…

Que eu estou afim de você
Que eu busco sempre por você
Que você é o meu paraíso
É tudo aquilo que eu preciso

Agora, garota, venha beijar minha boca
Me diga por que está longe, menina
Chega mais perto, adoça minha vida
Fico esperto só com você, minha linda

Coisa louca é o que eu sinto ao seu lado
Minha dona, por você fui algemado
Mesmo preso a você me sinto livre
Pra fazer testar todos os seus limites… 

[Refrão] (sugestão: 2x)
Escravo ao teu coração
Algemo-me por opção
A chave não guardei comigo
Ficar prefiro sempre contigo

Nã nãnã nã nana
Nãnãnãnã nã nana
Nãnã-nãnã
Nãnã…

Nã nãnã nã nana
Nãnãnãnã nã nana
Nãnã-nãnã
Nãnããã…

 

ALGEMADO (2ª Versão)
Thúlio Jardim, 11/08/2010.

 

Há quanto tempo eu não vejo o teu olhar?
Sobre as nuvens estava a te observar
Mas veio o vento, vento forte em um só golpe
Pegou me arremessou, derrubou-me de lá

Agora neste horizonte estou a vagar
Meus olhos perdidos procuram te encontrar
Água de deserto nem sempre está por perto
Mas só você mata a sede deste meu coração

Sou louco por tu, se você não sabe
Quando está longe, me bate uma saudade
Par perfeito seria eu junto a você
Vou tentar de novo ver os olhos seus…

Viver pensando em você
Viver fazendo me enlouquecer
Viver algemado, pensamento em você
Viver algemado todo tempo a você

Oh garota, venha cá beijar minha boca
Me diga por que está tão longe, menina
Chega perto, adoça minha vida
Fico esperto só com você, minha linda

Coisa louca é o que eu sinto ao seu lado
Minha dona, por você fui algemado
Mesmo preso a você me sinto livre
Pra fazer testar todos os seus limites…

Escravo ao teu coração
Algemo-me por opção
A chave não guardei comigo
Ficar prefiro sempre contigo

Às vezes, acho até que não sou o melhor pra você
Por vezes, também pensei em tentar te esquecer
Mas sem você não sei o que de mim posso fazer
Enfim, algemado estou sempre preso a você!

 


ATENÇÃO:

© Ao copiar alguma das minhas poesias ou músicas, não esquecer de especificar a fonte (titularidade); não seja covarde, respeite os direiros autorais! Até porque todas elas são registradas pela BN, e a utilização indevida das obras implica em crime de contrafação – pro caso de uso impróprio ou alterações sem consentimento do autor…

Desde já, eu agradeço!

As.: THÚLIO JARDIM

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A Natureza

 

Esse mês está quase findando, concomitante as minhas “conjeturadas férias” (explico-me em breve…). Precisamente antes da minha viagem ao interior, pra fins de curtir o Dia dos Namorados, o São João e parte da Copa do Mundo na minha Terra-mãe-de-criação – Floresta/PE –, eu havia transcrito um artigo sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente. Queria eu, antes do referido passeio, escrever mais outro artigo ainda sobre o mesmo tema, mas só que de uma maneira bem inspirada/inspiradora. Não tive tempo. Estava prestes a viajar e nem sequer organizado tinha as minhas malas.

Pensando nisso e noutras dificuldades, eu resolvi adiar, para quando da minha volta, a postagem pretendida. Agora sim, poderei fazê-la com calma e logo aqui abaixo! Espero que curtam-na ao som da música que entusiasmou a criação poética: “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong [o vídeo é restrito a alguns sites – felizmente, a execução automática funciona bem neste blog].

Tudo muito embora eu saiba que a Semana do Meio Ambiente / 2010 fora estabelecida para o período de 07 a 11 de junho. Nunca é tarde para relembrar tal evento, afinal. Ainda mais diante disso ter ocorrido no corrente mês e da tamanha importância que tem, evidentemente, A Natureza para nós, destacada em maiúsculo por isso e porque é igualmente o título deste artigo e da poesia que fiz. Leiam-na, depois de olharem atentamente a figura – que eu próprio pintei (anteriormente, estava em preto e branco!):

 

A NATUREZA
Por Thúlio Jardim, em 05 de janeiro de 2009.

Eu vejo rosas vermelhas
Sob um céu de manto azul
E árvores verdes
Sobre um chão coberto de marrom

Eu vejo borboletas coloridas
E pássaros a voar
Muitas crianças divertidas
Numa praça a brincar

Eu vejo a inocência e a beleza
De um bebê no seu chorar
E sei que ele aprenderá, com certeza,
Muito mais do qu’eu possa ensinar

Oh, que coisa magnífica
É a natureza!

A gente cresce, amadurece
Qual uma fruta
Que as poucos se desgarra
De um grande vegetal

E, em pouco tempo, perde
Aquela candura
Desatando as amarras
De ser sempre um colegial

E é nesta fase
Que a gente reluta
Não quer crescer
Para não ser uma pessoa adulta

Mas isto é inevitável
Não se ignora
Cedo ou tarde, com nossa curiosidade,
A gente abre a Caixa de Pandora
E a velhice vem…

Mas não pensemos nisso
Olhemos em nossa volta
Vejamos como o ambiente é bonito
Esqueçamos o mal nesta hora

Seja feito, então, um compromisso
De ser visto só o que presta
Para não nos tornarmos aborrecidos
Observemos que a natureza é esbelta

Oh, e que coisa magnífica
É a natureza!

Eu vejo os peixes de um aquário
Tão lindos de apreciar
E as plantas aquáticas
Por horas sou capaz de contemplar

Olhando para o céu e o sol
Meus olhos se ofuscam
Com a chegada do arrebol
As nuvens se afogueiam

E observo uma gaivota
No seu planar admirável
Demonstrando-se tão santa
Parecendo tão intocável

Oh, que coisa magnífica
É a natureza!

E eu vou pelo meio da estrada
E acabo me deparando com um cavalo
Dá-me uma vontade louca de cavalgar
E que incontrolável!

E continuando a trilha
Vou sem deixar pegadas
Não quero que me sigam
Sou uma pessoa solitária

Mais adiante avisto
Uma onça pintada
E só pela mão de Cristo
Pode ter sido desenhada

E mantendo os olhos atentos
Ando sempre nesta caminhada
Para encontrar o que desconheço
Vou além da alvorada
Vou além…

E, na madrugada,
As estrelas se anunciam
Enquanto a lua tímida
Nas nuvens procura um abrigo

Eu vou vendo, ao raiar do dia,
Flamingos quase se beijando
Formando um coração lindo
Num contorno rosa e tanto!

Oh, e que coisa magnífica
É a natureza!

E o pavão colorido
Acendendo em nós o encanto
Assim como o albino
Demonstra-se tão elegante…

Abrem as penas
Numa singularidade tremenda
Um transferidor em meia lua
Criam para a nossa surpresa

Só faltou encontrar um leão
Para tornar a viagem completa
Com aquela juba que só ele tem
E o rugir que à distância se contempla

Oh, que coisa magnífica
É a natureza!


P.S.: Notaram o rapaz de verde-e-amarelo, usando calça jeans azul, na figura pintada por mim? Pois é, ele sou EU! Em clima de Copa do Mundo, juntinho à namorada… O desenho citado foi contribuição do meu amigo, estudante de Designer Gráfico, Márcio Santana.

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Surpresa…

Hoje tem surpresa… Contar-lhes-ei assim que regressar das minhas férias! Até lá (julho), fiquem morrendo de curiosidade [risos].

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Dia da Consciência Ambiental

 

Em excelente matéria publicada hoje, o Jornal do Commercio fala sobre o

Dia Mundial do Meio Ambiente.

Ressalte-se, ainda, que de 7 a 11 de junho se dará a Semana do Meio Ambiente.

Tive o disparate de copiar o conteúdo, muito embora ele esteja restrito a assinantes. Creio que é por uma causa muito nobre, e, diante disso, a gente se arrisca sem receios. Também acredito que o Jornal, de grande circulação como é em meu Estado, não se sentirá ofendido nem um pouco pelo uso da notícia – tão impecável! Meu amigo Thúlio assina (na verdade, o pai dele e seu irmão mais velho). Gosta tanto e sabe certamente da expertise positiva que teríamos, caso aquele periódico soubesse da divulgação deste artigo que está ao corrente do que há de novo, que acenou em sinal de concordância. Razão porque eu, sinceramente, dou os meus parabéns pela excelente “obra” do JC e os créditos direciono todos à equipe daquele editorial, incluso na coluna Opinião.

Vejamos quais são os integrandes responsáveis:

  • Diretor de redação – Ivanildo Sampaio
  • Diretor-adjunto – Laurindo Ferreira
  • Editora-executiva – Maria Luiza Borges

Vamos ao material: 

 

Dia da consciência ambiental

Publicado em 05.06.2010 – JC.

 

Para reclamar dos governantes providências e ações concretas, para cobrar das corporações a responsabilidade proporcional ao seu peso econômico, para levar o vizinho mais distante a uma reflexão conjunta – e para fazer a si mesmo semelhante convocação, hoje é dia de abrir os olhos do indivíduo para a situação em que se encontra o nosso meio ambiente.

A relação entre o ser humano e o mundo em que vivemos não pode ser dissociada do estado geral do planeta. O Ano Internacional da Biodiversidade, que atravessamos, é uma tentativa de chamar a atenção de todos para a importância da variedade de espécies para a humanidade, no gigantesco habitat que é a Terra. Neste contexto, o significado de mobilizações e campanhas em prol da preservação do meio natural, da conservação de ecossistemas e da busca de modos de vida sustentáveis ganha relevo, em mais uma passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, que se comemora hoje.

A amplitude de temas abordados nas manifestações de cunho ecológico sinaliza para a variedade de interesses envolvida. De um vazamento de óleo que não para de sangrar no Golfo do México à degradação da caatinga e o risco de desertificação do Semiárido brasileiro, até a poluição de rios, lagos, canais e praias nas áreas urbanas, cada vez mais pressionadas pela densidade populacional, sobretudo nos chamados países emergentes, como o Brasil, a China e a Índia.

A explosão de uma plataforma da British Petroleum no Golfo do México, nos Estados Unidos, em 20 de abril, provocou um desastre cuja gravidade tem preocupado os cientistas. Estima-se que até 160 milhões de litros de óleo por dia estejam vazando. De baleias a plânctons, é extensa a lista de espécies atingidas – sem previsão de solução em curto prazo, depois de várias tentativas de contenção. Infelizmente não se trata de caso isolado. Acidentes com navios petroleiros têm lançado ao oceano uma enorme quantidade de óleo todos os anos. A contaminação da água e a ameaça à vida marinha deve ser a tônica de muitas das manifestações alusivas ao meio ambiente no dia de hoje, tendo por alvo a maré negra nos EUA.

No Brasil, o ano eleitoral propicia a inclusão da pauta ambiental nos debates, tanto no âmbito nacional quanto nos Estados. O maior desafio continua sendo a observação de princípios de sustentabilidade para orientar o desenvolvimento econômico. A aliança predatória entre madeireiros, fazendeiros, empresários e políticos na Amazônia e no Mato Grosso não cessa de dar trabalho à Polícia Federal. O assunto está na ordem do dia no Congresso, em projeto que altera o Código Florestal, permitindo maior exploração econômica em detrimento da proteção das matas. E por falar nelas, a Mata Atlântica está em risco. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, entre 2008 e 2010, foram consumidos 20.887 hectares. O cerrado e a caatinga são ecossistemas que também sofreram perdas na sua constituição nas últimas décadas, como já tivemos oportunidade de frisar neste espaço.

Em Pernambuco, deverá ainda repercutir nos eventos de hoje a autorização, dada pela Assembleia Legislativa, por solicitação do governo do Estado, para o desmatamento de 508 hectares de mangue, 17 hectares de mata atlântica e 166 de restinga em Suape. Enquanto os protestos falam em preservação do verde, há quem busque recompor o que já foi perdido. Um milhão de árvores novas plantadas, por exemplo, faria grande diferença. A meta foi estipulada em dois lugares, por entidades diferentes. Aqui, três organizações não governamentais pretendem estimular o plantio dessa quantidade no Estado. E em Maceió, a ideia é fazer com que os próprios cidadãos cheguem ao mesmo número, que corresponderia a uma árvore por habitante, através do Disque Árvore.

Contra o desmatamento ilegal das florestas, ou pelo direito ao verde e ao transporte limpo, não importa. Seja qual for o mote, a consciência ambiental provocada deve continuar ecoando, em benefício da Terra e do cidadão planetário.

 

Fonte: JC ONLINE | Editorial – Notícias – Dia da Consciência Ambiental. Todos os direitos reservados ao ‘Jornal do Commercio’ de Pernambuco.

 

PS – Também achei bacana a customização apresentada na versão impressa do Diário de Pernambuco, desta data. “O Diário ficou verde”, dizia Julia Kacowicz em seu blog – que igualmente se apresentava com o cabeçalho esverdeado. Fica aqui a admiração que tenho por ambos os jornais!

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